COMO PARTICIPAR | Construção

PLANEAMENTO
PDF Contrução

Nesta fase, tenha em conta os seguintes elementos:

Reconhecimento do local – O ideal é fazer-se um mapa que inclua o máximo de detalhes. Para tal, deve fazer-se uma visita ao local e realizar um esquema apontando o tipo de vegetação, agrupamentos vegetais, distância entre árvores, presença de água, existência de pedras, caminhos, etc.

Desenho participativo do charco – Vinte cabeças pensam melhor do que uma. Durante esta etapa de planeamento , poderá ser útil propor à comunidade,  a participação no desenho do charco. Mais do que um concurso de desenhos em que ganha o melhor, deverá ser feita uma fusão das melhores ideias apresentadas tendo em conta as recomendações incluídas neste texto..

Tamanho – É preferível criar vários charcos pequenos e médios do que criar um grande charco. Na impossibilidade de criar vários charcos, pense em criar um charco de pequeno ou médio tamanho, fácil de manter e de monitorizar. Charcos com 2 a 100 metros quadrados serão o suficiente. A quantidade de água disponível no local condicionará também o tamanho do charco.

 


Ilustração 4- É preferível criar um complexo de charcos com diferentes tamanhos, profundidades, formas e hidroperíodos à criação de um grande charco único. Quanto maior a diversidade de habitats, maior a biodiversidade que o local consegue alojar.


Diversidade e irregularidade – No planeamento de um charco para conservação da biodiversidade, “diversidade” deve ser a palavra-chave. Assim, deve criar-se uma grande diversidade de formas e condições de forma a favorecer a presença das mais variadas espécies. Zonas mais fundas, outras menos fundas; zonas expostas e zonas mais abrigadas; zonas de vegetação emergente, de vegetação flutuante, sem vegetação, áreas com sol, áreas com sombra,Deve a todo custo evitar-se que todo o charco seja homogéneo, recto ou simplificado. Na criação de compléxos de charcos, o ideal é desenhar vários charcos com diferentes tamanhos e níveis de profundidade, uns permanentes, outros temporários, para assim favorecer a presença de diferentes espécies de anfíbios.



Ilustração 5 – Exemplo de local com grande diversidade de habitats


Pouca profundidade – Não é necessário criar charcos muito profundos, bastando entre 20 cm a 1 metro de profundidade. Charcos pouco profundos aquecem mais com a radiação solar, permitindo o desenvolvimento mais rápido dos girinos. Por outro lado, em regiões mais frias, a profundidade deverá ser superior a 50 cm, caso contrário, existe o perigo do charco congelar totalmente no Inverno, matando todos os seres vivos que nela vivem. Em todo o caso, o ideal será a existência de uma zona mais funda (até 1 m), todavia a maior parte da sua extensão deverá ter profundidades mais reduzidas (menores que 20cm).



Ilustração 6 – Exemplo de um bom perfil batimétrico (de profundidades) de um charco. Os diferentes tons de azul representam respectivamente o nível da água no verão (mais escuro), no início da primavera e em períodos de cheia. As linhas horizontais representam intervalos de 25cm.


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